Limiar Diferencial de Mascaramento em Crianças de Sete a Oito Anos

Autores

  • Renata Aparecida Gicov
  • Gabriela Comuni Tordin
  • Teresa Maria Momensohn Santos
  • Fátima Cristina Alves Branco-Barreiro

DOI:

https://doi.org/10.17921/2176-9524.2015v7n1p%25p

Resumo

As tarefas de interação binaural avaliam as habilidades auditivas necessárias para o processamento de informações díspares. Na prática clínica encontramos poucos procedimentos disponíveis para a avaliação comportamental dessa habilidade. Dentre os instrumentos disponíveis está o teste MLD (Masking Level Difference ou Limiar Diferencial de Mascaramento). O estudo teve como objetivo investigar o desempenho de crianças de sete a oito anos no teste Limiar Diferencial de Mascaramento. O desenho do estudo foi transversal e descritivo. A coleta de dados foi realizada em uma escola municipal de uma cidade do interior de São Paulo. Foram convidadas a participar do estudo 90 crianças de sete a oito anos. Os critérios para inclusão na amostra foram: ausência de histórico de otites de repetição, de problemas de fala e de linguagem, de perda auditiva na família e de problemas de desenvolvimento neuropsicomotor; avaliação audiológica básica dentro da normalidade, e autorização dos pais para participação no estudo por meio da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Na primeira etapa do estudo, foi realizada meatoscopia e avaliação audiológica básica. A segunda etapa do estudo foi constituída pela aplicação do teste MLD, versão da Auditec of Saint Louis. Nas crianças de sete anos, o MLD médio foi 7, 40 dB e nas de oito anos foi de 6,55 dB (p=0,607). Nas meninas o MLD médio foi de 6,92 dB e nos meninos foi de 7,00 dB (p=0,821). Nas crianças com dificuldade escolar o MLD médio foi de 6,83 dB e nas crianças sem dificuldade escolar foi de 7,11 dB (p=0,767). O intervalo de confiança de 95% foi determinado entre 5,89 e 8,01 dB. O MLD médio encontrado foi de 6,95 dB. Não foram encontradas diferenças no MLD de crianças de sete e de oito anos, meninas e meninos e, crianças com e sem dificuldade escolar.

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Publicado

2015-10-06

Edição

Seção

Artigos